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Três antes dos Trinta

01
Mar21

O plágio feito pela Andreia Lopes no Jornal Guimarães, agora!

Ana Sousa Amorim

No dia 21 de fevereiro tomei conhecimento de que uma cronista chamada Andreia Lopes publicara uma crónica no Jornal Guimarães, agora! com excertos de uma publicação minha sem que me identificasse. Soube que sucedera o mesmo com textos da Susana Almeida @ser_super_mae_e_uma_treta e da Patrícia Lemos @circuloperfeito_.

Na manhã seguinte, enviei um e-mail ao Jornal Guimarães, agora! a indicar que uma crónica publicada na sua plataforma assinada pela Andreia Lopes continha excertos plagiados de uma publicação feita por mim no meu Instagram.

Numa realidade alternativa, era esta a sequência rápida de acontecimentos:

Minutos depois, receberia uma mensagem do Jornal assim:

«Lamentamos o sucedido. Já contactámos a cronista e aguardamos a sua resposta. Perante as provas que enviou, suspenderemos o artigo até apurar mais detalhes. Somos uma publicação que pauta a sua atividade pelo cumprimento de princípios éticos estritos, pelo que repudiamos qualquer tipo de plágio.»

Umas horas depois era publicado um artigo no jornal com um conteúdo similar a este:

«O Jornal Guimarães, agora! vem por este meio publicar o seguinte esclarecimento assinado por Andreia Lopes:

 "As crónicas X, Y, Z que assinei continham plágio das autoras X1, Y2, Z3. É com profundo arrependimento que peço desculpa às autoras pelo que fiz. As pessoas vítimas deste plágio podem ser lidas aqui, aqui e aqui."

 O Jornal Guimarães, agora! pede desculpa às visadas pelo incómodo, lembrando que não tem qualquer responsabilidade pelos conteúdos independentes publicados pelos cronistas. Somos uma publicação séria que repudia naturalmente qualquer tipo de plágio.»

*Fim da Realidade Alternativa*

A ficção acima que escrevi em poucos minutos não é a realidade porque o Jornal Guimarães, agora! e a Andreia Lopes não quiseram. Era o mínimo e era fácil. Ao invés, responderam-me de forma displicente, optaram por desvalorizar a situação, não assumir a gravidade do que foi feito e o Jornal acusou-me até de difamação!

Não tenho culpa nesta novela por mais que o jornal o queira dizer.

Ter uma página de Instagram onde publico conteúdos criados por mim não é nada de que me envergonhe. A minha postura nas redes sociais e o conteúdo aqui que escrevo não são coisas «obscuras» de que não me orgulhe. É aliás por ter brio nas minhas palavras e no trabalho que dão a escrever que fico bastante ofendida quando são roubadas.

Não alimentei o «ódio» que tanto o jornal e a cronista dizem ter recebido. Não insultei e não quero que insultem ninguém, nem em privado, nem em público. Ninguém que o faça o faz em meu nome. Mas pedir justiça, reposição a verdade e exigir um pedido de esclarecimento e desculpas não é ódio. Fi-lo publicamente porque o dano também foi feito publicamente. Há pessoas que leram as minhas palavras — e as da Susana e da Patrícia — como sendo da Andreia Lopes que não sabem o que aconteceu porque o jornal se recusa a indicá-lo na sua plataforma. Quando se pesquisa pelo nome da cronista e ao nome do jornal os primeiros resultados são palavras que não são da Andreia.

Não sei como explicar isto com mais clareza. É uma questão de justiça e não há forma de alterar a narrativa para me diminuir ou fazer sentir culpada.

O mundo online não é um espaço sem lei. Acionei os meios legais à minha disposição. Aguardo neste momento que o Jornal publique, como é seu dever, o Direito de Retificação que lhe enviei, e estou a instruir queixas para serem entregues nas entidades competentes.

Este é o meu Direito de Retificação que o Sr. Diretor do Jornal Guimarães, agora! insiste em não publicar (e que teve até a coragem de querer editar):

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Direto de retificação de Ana Sousa Amorim

Foi feita, no dia 24 de janeiro de 2021, uma publicação no Jornal Guimarães, agora! assinada por Andreia Lopes intitulada «Todos os dias cai um Airbus em Portugal? Já entendem assim?» que continha vários excertos de um texto da minha autoria sem qualquer indicação de que se tratava de citações, nem qualquer referência à sua autoria, naquilo que inequivocamente consubstancia a prática de plágio.

A crónica da Andreia Lopes estava disponível na ligação https://guimaraesagora.pt/cronicas/todos-os-dias-cai-um-airbus-em-portugal-ja-entendem-assim/ que foi entretanto eliminada. A minha publicação, datada de 14 de janeiro de 2021, foi feita na rede social Instagram no perfil @tresantesdostrinta e está disponível em https://www.instagram.com/p/CKCJcAPsZoy/ .

A Redação do Jornal Guimarães, agora! foi contactada após ter tomado conhecimento do sucedido, no dia 22 de fevereiro de 2021, e foi com penosa demora que aceitaram remover o texto plagiado e escusaram-se até agora a publicar um esclarecimento digno do sucedido.

A cronista Andreia Lopes — cuja biografia nesta plataforma está disponível em https://guimaraesagora.pt/author/andreia-lopes/ onde afiança «[n]ão leio termos e condições, estou aqui para escrever» precisamente com as mesmas palavras com que eu havia, meses antes, escrito a minha biografia da rede social Instagram — publicou uma crónica onde assinou frases completamente iguais às que eu havia publicado e outras ligeiramente alteradas, conclusão a que qualquer pessoa facilmente chega após a comparação dos dois textos.

O plágio, além de imoral, é crime.

Qualquer projeto editorial, independentemente do seu tamanho ou local de atuação, deve ter como objetivo a promoção do rigor ético e da verdade, pelo que deve condenar atos como este.

---

Apesar de saber bem que o mundo está pejado de pessoas incompetentes e que se acham acima da lei, a verdade é que continuo surpreendida com a arrogância dos envolvidos nesta situação. É tão lamentável a forma como se têm comportado que me faltam as palavras para os descrever. E que fique claro, falo da Andreia Lopes e do José Eduardo Guimarães, diretor do Jornal Guimarães, agora!.

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