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Três antes dos Trinta

30
Nov18

Nunca vou deixar a prole ver vídeos no youtube no tablet ou telemóvel

Ana Sousa Amorim

Então hoje é é dia de «Coisas que eu dizia que nunca faria quando fosse mãe e agora pumba»! Trago o mais sugerido e mais frequente nas minhas conversas com pares (mães e pais que andam ali no red line da loucura): «Nunca vou deixar a prole ver vídeos no youtube no tablet ou telemóvel». Aaaaaaah pumba, pumba, pumba, pumba. Eu sou uma reincidente nesta, deve ser paga pelo ar de nojo com que repudiei estes comportamentos. Antes de ser mãe cada vez que via algum miúdo quase bebé num espaço público de telemóvel em punho achava que aquilo era a lei do menor esforço. E jurei não o fazer. Agora, saio de casa abastecida de bateria no máximo para controlar o meu pequeno ditador, ai, filho, e a minha lista de sugestões no youtube são 34 vídeos de versões do babyshark. Sucede que nesse mundo ideal que eu vivia eu, que até nem era menina abençoada por uma paciência fora de série, ia encher-me de pachorra e ia estar sempre ali a contrariar a cria, nunca a ia querer quieta e calada. Mas depois fui mãe e a modos que aprecio acabar uma refeição fora de casa em paz ou lanchar com calma sem gritos. E depois nasceram os gémeos e gosto de dar banho aos ditos sem um puto de dois anos abraçado às minhas pernas, pelo que o ponho um pouco a colar o pistão com vídeos no youtube. A coisa servia unicamente como entretém momentâneo por isso nunca pensei muito a fundo sobre o que lhe colocar. Quando percebemos que ele gostava de carros, começamos a colocar-lhe vídeos de carros para ver e devo dizer que há dias estive a ver com ele o vídeo abaixo que ele descobriu e surgiram-me algumas perguntas sobre o mesmo que deixo aqui na esperança de alguém conseguir esclarecer:

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=Nopem1EzAPE&index=7&list=WL&t=8s[/embed]

  • Quem é que faz estes vídeos? A sério, quem é que programa uma corrida de condução defensiva entre o Rato Mickey, o Super-Homem, a Pantera Cor-de-Rosa, o Fido (é o Fido, não é?) e o Homem-Aranha ao som de grandes hits tais como «Mary had a little lamb»? Tudo isto feito sob o «mundo» do GTA. Porquê? Como é que surgiu esta ideia? Um programador vira-se para o outro e diz «uau, já sei, vou meter aqui uns quantos bonecos desses que os putos gostam a conduzir carros de forma agressiva quase a terem acidentes vários com música de putos e vai ser um sucesso épico»? E será que o outro respondeu: «ai espera, tens de pôr o Super-Homem a tocar um tamborzinho e o Homem-Aranha a tocar viola, os putos curtem isso»? A sério? É muito estupefaciente, só pode.
  • Este vídeo tem mais de 50 000 000 visualizações. Eu ando cansada para xuxu e por isso fui confirmar e parece que aqueles zeros que eu ali pus compõem o seguinte número por extenso: cinquenta milhões. Portanto, mesmo diminuindo isto logo para um décimo por entender que em média cada puto vê isto pelo menos dez vezes (porque é incrível e repetido então é topo), isto é muito puto a consumir este tipo de coisas chanfradas, na volta as mães perfeitas que nunca precisam de mostrar uns vídeos aos miúdos por cinco minutos de paz têm razão…
Pronto até tinha mais questões, mas agora o vídeo que o miúdo estava a ver acabou e eu tenho de ir lá pôr outro. É que sim, disse nunca e agora pumba.

29
Nov18

Luto

Ana Sousa Amorim

Antes de o saber só na teoria e não na prática, achava que da definição de luto constava «fase». E as fases entendem-se passageiras. Mais ou menos demoradas, mas que passam. Agora que se instalou, por mais que lute, sei a verdade: não é fase, é para sempre, fica como não fica a vida, que se vai. O início é doloroso em permanência: o choque e a faca afiada espetada com pontaria no nosso ponto mais nevrálgico não deixam paz. O durante, longo como é tudo o que não tem fim, é apaziguador e simulado. Faz as vezes de normalidade, mascara-se de dia a dia e quando acorda escarafuncha para doer muito em pouco tempo.

26
Nov18

Ai eu não me lembro do tempo antes de ser mãe

Ana Sousa Amorim

Há umas semanas inaugurei uma rubrica no blogue e disse que ia sair todas as segundas, mas desde então quase todos os dias foram segundas-feiras, daquelas chuvosas e frias, pelo que me baralhei e só hoje posso retomar o «Frases feitas / Clichés / Coisas que muitas pessoas dizem que me deixam com tremeliques nervosos».

Conforme algumas pessoas me sugeriram, a escolhida de hoje é: «ai eu não me lembro do tempo antes de ser mãe».

Já partilhei que não sou moça de saudosismos, isto é, quando me perguntam que fase da vida repetia eu respondo nenhuma porque gosto do aqui e agora (e do amanhã e depois). Porém, isso não significa que não tenha tido uma existência perfeitamente competente e muito feliz antes de ser mãe, de que me lembro muito bem e da qual tenho muitas saudades. É que calhando, o tempo antes de ser mãe representa mais de 5/6 da minha vida e, embora eu não seja pessoa de achar que temos memórias de quando éramos bebés, lembro-me razoavelmente de grande parte desses anos. E não sofri amnésia com o parto.

Ponto 1: é sonsice. Então não te lembras de não ser mãe? Não te lembras de sair do carro e bater a porta e passado exactamente 6 segundos estares a entrar no shopping sem teres de ameaçar um ser do teu sangue de castigos vários para o retirar da cadeira do carro calado, quieto e sem espernear? Eu lembro-me. Lembras-te de ter apaixonado pelo teu marido, namorado, parceiro, o quer que seja que vocês são e fazer coisas com ele, nomeadamente (mãe e pai não leiam esta) sexo com barulho (eu avisei), ou não? Eu lembro-me.

Ponto 2: é ofensivo para toda a gente da tua vida. Os teus pais, irmãos, amigos, marido, etc. existiam antes de seres mãe e ajudaram a construir a tua vida, dizeres que não te lembras da vida antes é ignorar a sua importância.

Ponto 3: é possível amarmos os nossos filhos sem termos necessidade de eliminar a nossa existência toda para lá deles. Não é uma demonstração de amor dizer que não nos lembramos e não temos saudades do antes, eu pelo menos não o entendo como tal. Isto parece aquelas mulheres que não estão satisfeitas com o facto de serem a última mulher do marido, mas têm também de saber quantas houve antes e eclipsar todas as memórias e lembranças das ditas.

Eu não sou tão mau-feitio que não consiga ver que às vezes o que as pessoas querem dizer é «isto é a melhor coisa da vida e já não imagino a minha vida sem ser mãe» o que de facto é perceptível, mas o tom «ai não me lembro, isto preenche-me mais que tudo, não há nada para lá disto» deixa-me com espasmos. Eu cá imagino muita coisa bem mais simples sem ter três filhos. Eu não quero, eu não desejo, mas imaginoooooo. Porra, se imagino. Só o dinheiro que podia gastar em, sei lá, viagens, imagino-o tanto a voar dos bolsos de pediatras, farmacêuticas, creches, lojas de roupa para putos directamente para aquela agência de viagens que tem umas fotos da Maldivas ou Maurícias, imagino mesmo. Mas sou genuinamente pela liberdade, e se vocês acreditam nisso força em dizê-lo (quem não acredita, não há necessidade). Agora que me dá tremeliques, dá.

23
Nov18

Ir à casa de banho sozinha

Ana Sousa Amorim

Ora eu avisei que tinha rubricas pensadas e até avancei com uma, mas depois fui atropelada pela vida e coisa foi ficando em standby. Como sou uma pessoa optimista por natureza, vou retomar a ideia, correndo o risco de fazer mais uma estreia de uma série só de um episódio. Hoje apresento a «Coisas que eu dizia que nunca faria quando fosse mãe e agora pumba» que em princípio sai às sextas-feiras, mas na volta não só para dar aquele gostinho de suspense. Agradeço as sugestões que me fizeram e maioria são coisas que já tinha pensado em incluir nesta rubrica, mas a estreia é com um que ninguém mencionou, mas que sei que faz sofrer muita mãe: Não conseguir ir à casa de banho sozinha. Há anos que vejo pessoas comentar que os filhos até para a casa de banho as seguem e se há regra que defini com clareza antes de ser mãe foi essa: casa de banho é o meu limite, não vão atrás de mim, prendo-os onde tiver de prender, não quero saber. Depois sucedeu algo que determinou que a minha vontade tinha validade: o meu filho mais velho aprendeu a abrir portas e sempre que se apanhava no parque arranjava maneira de afiambrar nos irmãos. Vai daí, certo dia sou uma pessoa que vai à casa de banho sozinha e no dia seguinte estou na casa de banho com o meu filho empoleirado em mim a ameaçar chorar se não o deixar ficar e eu, sensível às consequências do arraial cigano que ele monta (que passam essencialmente por acordar os irmãos) deixei e lixei-me porque a memória dos miúdos só é uma merda para as coisas que lhes dão jeito, para as que me facilitam a vida é melhor do que um computador. Agora acha que eu fechar a porta da casa de banho é um convite. E ele pouco fala, mas diz com perfeição cocó e opta por dizê-lo cinquenta e três vezes à porta da casa de banho enquanto suplica que eu tire o pé e o deixe entrar como se fosse imperdível o que se vai passar lá dentro. Não contente com a sua mera presença que incomoda por demais, o meu descendente ainda aproveita para fazer asneiras como enfiar-se no poliban, retirar todo o conteúdo do armário da casa banho, surripiar artigos caros de cosmética e enfiá-los pelo ralo do bidé no teste duro aos limites do amor materno. Eu só queria ir à casa de banho, tratar do meu negócio enquanto lambo o Instagram em paz, sozinha, e achava que era uma questão de organização e paguei pelas palavras e promessas feitas na inocência de quem não conhece a montanha russa da maternidade. Por isso sim, disse nunca e agora pumba.

23
Nov18

Detox virtual e a ladainha do apelo ao apego

Ana Sousa Amorim

Vi este post do blogue A Box e pensei «é mesmo isto». Fala de um anúncio espanhol e em como a ideia é irritante.  O anúncio é este:

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=MiXwBNiFM58&feature=share[/embed]

Esta é uma daquelas típicas campanhas que apela ao sentimento e nos enche de culpa por passarmos tanto tempo online e menos tempo com aqueles de quem gostamos.

Eu não gosto muito destes argumentos e perco a paciência com os velhos do restelo que passam horas a refilar com as redes sociais e com o tempo que passamos agarrados a smartphones (tantas vezes o refilanço é feito numa rede social através de um smartphone).

Em Setembro estive uma semana de férias com a família e aproveitei para fazer um detox virtual, maioritariamente porque desde que sou freelancer estou constantemente em horário de expediente e sentia-me cansada dessa disponibilidade permanente. Sabia que não podia ter a ligação à internet no telemóvel ligada se não iria estar sempre a verificar o email, pelo que acabei por decidir desligar o telemóvel durante a semana toda. Avisei a família, alguns amigos e desconectei.

Não vou negar que no primeiro dia me apercebi que pego muito no telemóvel, foram várias as vezes que meti a mão ao bolso para o ir buscar e não o tinha. Tirei fotos na mesma com a máquina fotográfica, mas fazia-me falta ler as notícias e verificar as piadas do feed do Facebook e do Instagram. Ao segundo dia habituei-me e a semana passou-se sem problemas. Até cheguei a achar piada à sensação de desconexão do mundo e das notícias do país que antes tínhamos quando íamos viajar para fora.

Porém não me senti mais presente com a minha família, não me enchi de mantras e alinhei os chakras como todos os que descobrem a luz prometem. Não dormi melhor, os miúdos continuaram a privar-me de tal benesse, e não me senti mais conectada comigo mesma. Na verdade, tive saudades de me distrair online, de falar com as minhas amigas, de consultar as notícias e de estar actualizada. E relativamente a estar absorta, continuei a escapar-me com ausências parciais em tudo o que era momento morto: em vez de ser ao telemóvel, fi-lo com livros, lia enquanto abanava o carrinho para os bebés adormecerem, enquanto esperava pelo almoço, enquanto os miúdos brincavam, basicamente sempre que podia. Li como já não lia há meses e tinha muitas saudades de fazer. Esta foi aliás a única lição que retirei do detox: tenho de diminuir as horas de écrans para retomar a leitura diária que tanto me apraz (algo que ando a cumprir a meio gás, tenho lido mais, mas ainda não todos os dias).

Posto isto, irrita-me esta moda de dizer que estamos ausentes, que não nos entregamos, que estamos sempre ao telemóvel. Já estive em jantares em que há algumas pessoas estão ao telemóvel, a ligar a alguém, a actualizar as redes, etc. Mas foram minutos. A maioria das vezes o que se passa quando janto com as minhas amigas é estarmos sem ligar aos telemóveis horas.

Relativamente à ideia do anúncio: passo muito menos tempo de qualidade com o meu marido do que gostava (isto é, sem ser a partilhar tarefas domésticas), ando aliás na luta para evitar trabalho após a hora de jantar para podermos ter serões quando os miúdos deixam e esses serões incluem ver séries e filmes e não consigo deixar de achar que isso é estar com a pessoa, partilhar algo. Estou com a minha irmã quase todos os dias e falo com ela por WhatsApp durante o dia todo. Se não fossem os smartphones e as redes sociais perdia ainda mais da vida dos meus amigos, especialmente dos que vivem longe. Faço km para estar com aqueles que amo, e fazem-nos por mim também, mas a distância apazigua-se muitas vezes através de um chat.

O mundo virtual não é nenhum poço de defeitos, sendo que também não é um de virtudes. É apenas um espelho aumentado da vida lá fora. Ajuda-me, distrai-me e aproxima-me de muitos. Esta vida na rede tem inúmeros defeitos e perigos, mas é uma excelente arma para lutar contra a distância. E como arma, dá jeito não virar o cano contra nós.

Por isso: sim, temos de ver-nos mais, mas sem culpas, sem dramas. Quando der e não porque tem de ser.  E temos de fazer o que gostarmos juntos e se isso for ver o feed do instagram ou vídeos no youtube, porque não? Temos é de deixar de dizer aos outros o que fazer e como se devem sentir.

Sobre o meu detox virtual, foi fundamental nas férias para serem férias de trabalho. E foi por isso que gostei dele. De resto, não achei nada de iluminador. Senti-me a mesma, a presente e a ausente, quando tem de ser e quando preciso.

05
Nov18

Se ganhasse o Euromilhões continuava a trabalhar

Ana Sousa Amorim

Já sabem que gosto de partilhar irritações, deixa-me mais leve e segundo a minha nutricionista eu preciso de perder peso, por isso tudo ajuda. Juntei umas quantas e inauguro hoje uma rubrica intitulada

«Frases feitas/Clichés/Coisas que muitas pessoas dizem que me deixam com tremeliques nervosos».

[sim, vou passar a ter rubricas, sempre quis, deixem-me]

Nesta estreia debruçar-nos-emos sobre uma irritação que me tem acompanhado nesta última semana em que estive enterrada em trabalho e que oiço muita gente proferir sem consciência do estado de nervos em que me deixam quando o dizem: «Se ganhasse o Euromilhões continuava a trabalhar».

Ontem estive a trabalhar até às 3h da manhã a embalar a minha filha na espreguiçadeira com o pé, enquanto o meu marido dormia com o mais velho que também está doente e rezava a todos os santinhos em quem nem acredito para que o meu outro filho continuasse a dormir porque se acordasse não iria conseguir acabar o que tinha para fazer. E então porque passei e passo eu por isto? Plimplim. Money. Guito. Xelim. Sucede que a) não nasci rica b) não casei rica e preciso de dinheirinho para bancar esta casa. Assim sendo, tenho de vergar a mola. Se me saísse o Euromilhões continuava a vergar? Claro, adoro o que faço e precisava de ter uma ocupação. OPA, CARALHO, CLARO QUE NÃO, CLARO QUE NÃO QUE NÃO TRABALHAVA SE TIVESSE 10 000 000 € NA MINHA CONTA BANCÁRIA. Ocupação? Ocupação? Eu ando há eras para terminar a minha dissertação de mestrado, querem melhor ocupação? Tenho quase todos os filmes nomeados para os óscares deste ano para ver. Tenho pelo menos 3 séries altamente recomendadas para iniciar. Tenho 4 livros comprados que quero muito ler e ainda nem lhes toquei. ESTE ANO NÃO SAÍ DO PAÍS. E saía-me aquela quantidade de guito assustadora com zeros à direita, em vez de à esquerda como eu costumo ter, e eu ia continuar a trabalhar? A vergar a molinha que nem póbri? A andar atrás de clientes para me pagarem facturas todo o santo mês? Como dizer: NÃO. NO. NÉPIA. NUNQUINHA. Só espero que o Euromilhões nunca tenha saído a uma alma que diz uma coisa destas porque NÃO É JUSTO.

Há muita gente que diz isto para dar um ar de pessoa supé terra a terra, que não é materialista e no fundo não liga a dinheiro. Epá, enjoo. Tudo tanga. Eu não sou materialista, a sério que não, se fosse o meu marido não levava com queixumes de horas em aniversários «porque é que não me escreveste uma carta de amor em vez de uma prenda banal, porquê, porquê, já não me amas, antes escrevias…» Mas sou realista. E este computador onde vos escrevo está quase a parir e a sua troca exige capital. A renda da casa não se paga sozinha e deixo todos os meses em grandes superfícies o equivalente ao meu primeiro ordenado. Também gosto de laurear a pevide e não há agência de viagens que aceite valores morais como pagamento. Pelos motivos supra expostos: preciso de ganhar dinheiro e essa é razão pela qual trabalho. Não é para aquecer, não é porque gosto, nem é para ouvir dizer que sou uma excelente tradutora, é mesmo porque, como dizer, o saldo bancário não se alimenta sozinho. E se por sorteio esse saldo ficasse gordo eu iria trabalhar? Hell no, sista. Isso faz de mim materialista? Não.

 

PS - sim, jogo, não me limito a sonhar, todas as semanas ponho a minha chavinha à roda e sonho com o dia em que me sai e eu posso dar uso à minha lista mental perfeitamente definida de como, onde e quanto gastar porque eu sou uma pessoa com planos para todos os cenários. E vão por mim, eu rica é daqueles cenários que já passava a realidade que eu sinto-me com talento inato para a coisa.

Pronto e esta foi a primeira edição da rubrica «Frases feitas/Clichés/Coisas que muitas pessoas dizem que me deixam com tremeliques nervosos» que passará a sair todas as segundas perto de si num Instagram, Blogue ou página de Facebook se eu tiver tempo e material. Agora que penso nisso, talvez esta tenha sido uma edição única, mas, olhem, pelo menos, já cumpri o meu sonho de dizer que tenho uma rubrica.Entretanto também tenho outra agendada que sairá em breve (ou no próximo ano, nunca se sabe) que se chama «Coisas que eu dizia que nunca faria quando fosse mãe e agora pumba».

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